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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Qual a diferença entre espaço morto anatômico e espaço morto fisiologico?


O espaço morto anatômico corresponde ao volume (espaço) das vias aéreas condutoras em que não há trocas gasosas. Seu valor normal é de aproximadamente 150ml. Pode variar de indivíduo para indivíduo já que depende da postura e do tamanho de cada pessoal. Por sua vez, o espaço morto fisiológico refere-se ao espaço (volume) pulmonar que não elimina gás carbônico, ou seja, refere-se ao espaço que, antes, realizava trocas gasosas e que não as realiza mais. Doenças em que há espessamento da parede alveolar, ou atelectasias, por exemplo, contribuem para um maior volume de espaço morto fisiológico.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Volumes Pulmonares


A prova do Regional do Trabalho da Bahia me motivou a reler os volumes pulmonares para realizar o  comentário da questão 37 discutida aqui no blog. E posteriormente o debate com a colega Bruna Matos sobre as possíveis respostas da questão me impulsionaram a trazer este tema para a nossa revisão aqui, sobretudo, porque estão abertos os concursos de Alagoinhas - Ba, Camaçari-Ba e do Hospital Universitário de Aracaju. Então, vamos estudar?

A relevância do estudo dos volumes pulmonares consiste no fato de que estes são métodos para se avaliar a função pulmonar no indivíduo.

Basicamente, os volumes pulmonares (estáticos) são:

* Volume Corrente =  corresponde ao volume de gás inspirado e expirado a partir de uma expiração tranquila.
 * Volume de Reserva Inspiratório =  é a quantidade máxima de ar que pode ser inspirado partindo da posição final de uma inspiração tranquila.

* Volume de Reserva Expiratório = corresponde ao volume de ar que pode ser expirado após uma expiração tranquila.

* Volume Residual = é o volume ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima. Em indivíduos sadios corresponde ao volume alveolar que evita o colabamento dos alvéolos.

Segundo Tarantino, em seu livro intitulado Doenças Pulmonares a soma dos volumes pulmonares acaba por determinar as capacidades pulmonares.

* Capacidade Vital = é o máximo de ar que pode ser expirado após uma inspiração máxima. Corresponde, portanto, a soma dos volumes de reserva inspiratório, expiratório e residual.

* Capacidade Residual Funcional = definida como o volume de ar que fica retido nos pulmões após uma expiração espontânea. Corresponde a soma dos volumes residual e de reserva expiratório.

* Capacidade Inspiratória = é definida como o volume máximo de ar pode ser inspirado a partir da capacidade residual funcional. É obtido através da soma dos volumes correntes e volume de reserva inspiratório

* Capacidade Pulmonar Total = corresponde ao volume de ar contido nos pulmões após a máxima inspiração. É a soma de todos os volumes descritos anteriormente.

 
 Fonte: http://www.admit-online.info/es/informacion-general-sobre-la-respiracion/fisiopatologia/definiciones/

Para aprofundamento no estudo sugiro:

Capítulo de Função Pulmonar no Livro Doenças Pulmonares de Tarantino.

Capítulo Volumes Pulmonares do Jornal de Pneumologia

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Questão Prova TRT 5ª Região Comentada

Carlos Eduardo, 57 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica −DPOC, apresenta tosse produtiva crônica e dispneia. Realizou o teste de função pulmonar, o que indicou que o paciente apresenta alterações no estado pulmonar, predispondo-o a infeções respiratórias frequentes. 

37.  As alterações no teste de função pulmonar que Carlos Eduardo apresenta são: 
(A)  diminuição da capacidade vital, aumento do volume residual expiratório, diminuição do volume residual e da capacidade pulmonar total. 
(B)  diminuição da capacidade vital, diminuição do volume residual expiratório, aumento do volume residual 
e da capacidade pulmonar total. 
(C)  aumento da capacidade vital, diminuição do volume residual expiratório, aumento do volume residual e 
da capacidade pulmonar total. 
(D)  aumento da capacidade vital, aumento do volume residual expiratório, diminuição do volume residual e 
da capacidade pulmonar total. 
(E)  diminuição da capacidade vital, aumento do volume residual expiratório, aumento do volume residual e 
da capacidade pulmonar total.

A banca organizadora considerou que para esta questão a resposta correta seria letra B. No entanto, no meu ponto de vista esta questão está extremamente mal formulada. Esta questão refere-se ao teste de função pulmonar em pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC. Nesse sentido, busquei a releitura do livro de Tarantino intitulado Doenças Pulmonares que é referência no assunto no Brasil. Os autores do capítulo de DPOC definem esta como "uma enfermidade respiratória que se caracteriza pela presença de obstrução crônica ao fluxo aéreo, e não totalmente reversível". Por sua vez, o capítulo: Função Pulmonar vem exemplificar como os pulmões se comportam diante de algumas enfermidades e inclusive desta, que é o cerne da questão do presente concurso. Este capítulo evidencia que na presença de doenças pumonares é possível verificar uma diminuição da capacidade vital, uma diminuição do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1); aumento do volume residual e da capacidade pulmonar total.

Ora, a questão do presente concurso que a banca relata estar correta, no caso a letra B, relata que pessoas em pessoas com DPOC ocorre uma diminuição do volume residual expiratório. Acredito que a banca possa ter se equivocado, primeiro porque não há volume residual expiratório e sim volume residual e volume de reserva expiratório. O volume residual diz respeito ao volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima, portanto, é o volume que permanecem nos pulmões para que os alvéolos não colabem e este não pode mais ser expirado já que é após uma expiração máxima. Quanto ao volume de reserva expiratório este corresponde ao volume máximo de ar expirado apartir de um nível final de expiração normal. Ao realizar a releitura dos capítulos do livro acredito que a banca tenha de referido ao VEF1 pois este está reduzido em indivíduos com DPOC.No entanto, a questão não faz referência a variável tempo, e se desconsiderarmos o tempo, o indivíduo com DPOC é capaz de expirar por tempo prolongado caracterizando aumento do volume de reserva expiratório, afirmativa esta ratificada pelo livro: " outra característica espirométrica dos pacientes com obstrução brônquica ou limitação crônica ao fluxo aéreo é o prolongamento da expiração, ultrapassando o tempo normal de 6 a 9 segundos".

Este raciocínio, por sua vez, poderia validar, como correta a letra E. Concluo afirmado que esta questão deveria ser anulada na medida em que além de utilizar denominações incorretas está mal formulada

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tutorial Aspiração

Boa Noite Pessoal,

Este post foi realizado com a colega fisioterapeuta Bruna Matos. Fizemos com a intenção de relembrar o passo-a-passo da aspiração. E como ele facilita o aprendizado resolvemos publicar ele. Assim, para os formados é interessante para relembrar e para os estudantes é uma ferramente de estudo bacana; 


Inicialmente,  você deve separar  todo o material e este deve conter: 
  
 1.       Luvas estéril e luvas de procedimento
 2.       Soro fisiológico
 3.       Gaz
 4.       Insuflador manual
 5.    Máscara
 6.    Óculos de proteção

Procedimento:

1.       Coloca luva não estéril
2.       Liga o vácuo e testa na mão
3.       Aumenta a FiO2 do paciente para 100% ( por 2 minutos)
4.       Rasga a pontinha do papel da sonda e coloca
5.       Coloca a luva estéril  (primeiro esquerda )
6.       Com a esquerda pega a sonda de aspiração e coloca debaixo do braço
7.       tira parte do papel da sonda com a mão esquerda até aparecer  uma parte da sonda
8.       a parte já estéril da sonda que apareceu pega com a direita
9.       enrola parte da sonda na mão direita
10.   e coloca na via aérea, e  com a mão esquerda evita que o vácuo sugue tapando a sonda
11.   coloca a sonda até encontrar a resistência  e retorne (cuidado para não lesionar a carina)
12.   Libere a sonda com a mão esquerda para que ela comece a sugar
13.   Feito isso parta para a cavidade nasal e posteriormente cavidade oral ( se o paciente estiver entubado)
14.   Observe os índices vitais
15.   Retorne a aspirar após estabiliza-los se for necessário
16.   Tire a luva com a sonda e coloco a mangueira do vácuo ao lado do paciente
17.   e jogue  fora a sonda com a luva
18.   coloque  soro na mangueira do vácuo
19.   coloque a gaze amarrada em sua ponta (da mangueira do vácuo)
20.   Feche o vácuo
21.   Observe os índices vitais do paciente


OBS: É importante que se realize intervalos entre uma aspiração e outra.
          Paciente não entubado primeiro aspiramos nariz e depois boca
          Não leve mais do que 15 segundos entre uma aspiração e outra.
          Quando colocamos mão esquerda nos referimos a mão não dominante ao passo que a direita é a mão  dominante.

Um beijo e até mais!